Selton Mello conseguiu algo inusitado: fez um filme belíssimo e chato. A história gira em torno de um palhaço que entra em crise de identidade. O esquisito é que o filme oscila momentos do tipo "Agora vai" com "puts, que saco". Mas não é ruim, não. Mas também não é um Cirque du Soleil.
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Ao contrário do que insinua o título do filme, achei a adolescência um pé-no-saco. E esse filme mostra um pouco dessa fase complicada, de hormônios aflorados, mudança de voz, espinhas inconvenientes e tesão maluco por qualquer dançarina rebolativa de programa de auditório. Sem contar que, aos 15 anos, ninguém te dá mole, mas mesmo assim você continua sendo o lindinho da vovó.

Divertido documentário que tinha tudo para ser inesquecível. Tem depoimento revelador das chacretes, do Russo (hoje, assistente do Luciano Huck), de cantores famosos da época como Biafra, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, e até dos calouros mais marcantes, que foram especialmente desenterrados para dar sua palinha no filme. Pecou por não se aprofundar um pouco mais na vida e obra do Velho Guerreiro Chacrinha. Só por isso não foi para o trono.

O seriado é legal, mas o filme tem muitos momentos de vergonha alheia. Não chega a ser chato, no entanto não passa perto de ser engraçado. Padrão Globo Filmes de qualidade, ou seja, se você gostou de E Se Eu Fosse Você, talvez goste desse. Mas dessa vez eu não vou contar o final do filme, pois aparentemente as pessoas não gostam de saber como o filme termina.
















